ESSCVP

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Lisboa, Portugal

ESSCVP – Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

OASRS

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Lisboa, Portugal

OASRS – Ordem dos Arquitetos da Secção Regional Sul

O projeto faz parte de uma proposta de Concurso Público para a Ampliação da Sede da OASRS, em Lisboa.

A proposta visa a criação de um novo volume que pretende ser um pavilhão espelhado para a cidade. O material espelhado que compõe a fachada do novo edifício aparece com a intenção de tornar esta intervenção imaterial e, daí, tornar-se a partir dela mesma invisível, num gesto de revelar o edificado adjacente, dialogando entre fachadas e entre o património da envolvente, como o edifício Sede da Ordem dos Arquitectos e o Mercado da Ribeira.

Apesar da fachada actual se encontrar num avançado estado de degradação, reconhece-se que faz parte da identidade do local. Decidiu-se então reproduzir este elemento e prolongar a sua continuação para o alçado poente, materializando esta intenção através do ferro. Ao seccionar a fachada em perfis metálicos verticais, permite respeitar a linguagem da envolvente, assim como oferecer uma transparência para o novo volume e também para o edifício Sede. Através deste gesto de reinterpretação do património pretende-se criar uma fachada única, como segunda pele de um edifício singular. O programa pedia a existência de duas salas de formação que pudessem ser combinadas numa só, uma cafetaria independente do complexo e um espaço expositivo ao mesmo tempo que seria um espaço de transição e de espera.

Conceito
Planta de Localização
Planta
Fachada da Entrada Principal
Fachada Frontal
Corte
Corte

Renders: Ian Alves

IAB/CAU-BR

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Brasília, Brasil

IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil

CAU-BR – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

Com o objetivo de criar uma relação espacial entre as duas instituições, IAB e CAU-BR, optou se por utilizar um elemento familiar em Brasília: o pilotis. Pilotis este, que em conjunto com o declive natural do terreno é cortejado por um jardim bucólico, com a criação de uma rampa que almeja ser vivida, como um auditório em pleno ar livre. O caráter  bucólico deve estar presente no primeiro contato com o edifício e é propagado em altura através de uma alameda de árvores central entre as duas estruturas, criando um filtro vivo entre o IAB e o CAU, dando para uma galeria de circulação primária que foi colocada em todos os pavimentos, atenuando este esqueleto bruto de betão.

Esta galeria surge enquanto uma varanda das salas interiores, criando uma relação espacial, social e física entre os dois edifícios, mas também surge para contrapor o conceito tradicional e obsoleto da sala de espera que é abundante no programa. Com as galerias face a face, o seu guarda-corpo curva-se e transforma-se em assento, funcionando inteiramente como um local de estadia e como a sala de espera ao ar livre.

Num simples sistema de pilares e vigas optou-se pela concentração das infraestruturas, resultando assim em um sistema de open plan, onde as divisórias internas seriam feitas em painéis amovíveis tendo sempre a flexibilidade de aumentar ou adaptar todos os espaços. Para efeitos de iluminação e ventilação, o edifício conta com uma membrana de brises, também em betão, que ao associar-se à fachada, unifica os dois volumes numa só peça arquitetónica.

Sistema Construtivo
Planta Baixa Garagem
Planta Baixa Terreo
Planta Baixa 1 Pavimento
Planta Baixa 2 Pavimento
Planta Baixa 3 Pavimento
Planta Baixa Auditório e Terraço

Escola de Cascais

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Cascais, Portugal

A arquitectura da nova escola marca um elemento com uma certa monumentalidade de caráter quase-brutalista na cidade na sua materialidade e composição estética, com 3 volumes homogéneos, de formas puras cuja simplicidade se transmite na materialidade do betão sólido que dá corpo à escola.

O edifício principal, mais longitudinal é assente sobre pilotis, onde o maciço do betão é perfurado com brises em madeira na sua fachada ventilada, que vem suavizar o conjunto com um toque de calor ao emoldurar as aberturas, num ritmo de aparente cacofonia instrumental, dinâmico e cheio de vida que obedece à trama interior, onde a sala de aula define a célula-tipo que se repete sistematicamente. A base, recuada do volume que suporta com os seus pilotis, é mais transparente e permeável, criando uma ligação franca com a envolvente e dando um novo contexto urbano. Na entrada da escola oferece-se uma praça coberta, um tecto para quem entra, sai ou espera. A Arquitectura e o Urbanismo transformam-se na escola e na cidade, fundidas em uníssono.

A Escola de Cascais, mais que uma escola tradicional, sai do seu contexto primitivo, recluso, preso dentro da malha urbana restrita e abre-se completamente para abraçar a cidade, com uma multiplicidade de espaços verdes que a oxigenam e deixando-se também abraçar por toda a comunidade que dela pode desfrutar, numa permeabilidade continua horizontal.

Quando a escola dá o toque de saída, a praça-entrada da escola fecha-se e abrem-se os portões laterais do terreno, onde os pavilhões desportivo e cultural podem funcionar autonomamente quando a escola está encerrada, transformando-se num parque sempre vivo, aberto à população, garantido um uso integral e um aproveitamento continuo de todos os espaços.

O volume principal desenha um corpo horizontal que alberga todos os espaços necessários à aprendizagem formal, dividido em 3 pisos: um piso como embasamento transparente e permeável, que contém os espaços de refeição e de apoio socioeducativo, e dois pisos mais densos materialmente, que pousam sobre os pilotis do embasamento transparente. Estes dois pisos albergam a administração e todas as salas de aula.

Ao elevar-se os pisos onde as aulas acontecem permitiu-se oferecer à cidade duas praças nos dois polos do edifício: uma dentro da cerca da escola, que cria uma zona abrigada para os alunos estarem nas horas de pausa e outra externa, que enfatiza o momento da entrada da escola, oferecendo um abrigo urbano, uma sala de espera na cidade, para os pais esperarem os seus filhos.

O segundo volume tem um desenho rectangular e mais simples, contém a biblioteca, o auditório e a sala de artes performativas dispostos em dois pisos, que se conectam com o primeiro volume através de duas pontes que não só ligam os programas como, também, concretizam um percurso com vista sob o projecto, oferecendo uma permeabilidade continua no plano horizontal para todos aqueles que têm mobilidade reduzida.

O terceiro volume disposto em dois pisos contempla o núcleo desportivo e todos os espaços de apoio ao mesmo, onde o betão surge enquanto acabamento exterior e a madeira surge enquanto revestimento interior.

Procurou-se sempre trabalhar a relação franca entre o construído e o espaço público, interligando o paisagismo com o urbano. Para tal, redefiniu-se a articulação urbana, com o prolongamento da rua a Sul, delimitando o estacionamento de carros e bicicletas criando uma nova frente para a escola, a Norte, entre a paragem de autocarro, a ciclovia e a rede viária, coberta e protegida, uma vez que a escola oferece um espaço público coberto na entrada da escola.

O desafio foi permitir a interligação de todos os ambientes como um conjunto único e coerente e, ao mesmo tempo, de poder manter separados e independente cada um deles.

Devido à implantação da escola, existe a possibilidade de se estabelecer dois usos contínuos do complexo: escola em actividade permanente durante o tempo de aulas e, após este, os complexos desportivos e culturais podem funcionar por completo independentes. Também, devido à revitalização do pinhal, nasce agora um novo parque urbano que unifica estes 3 volumes, permitindo o uso permanente de todo o espaço do complexo escolar. O parque tem completa permeabilidade entre a zona Norte e a zona Sul, dado que existem acessos em ambas as direcções. Conceitualmente achávamos que o pinhal deveria permanecer selvagem e quase intocado, e foi então proposto um elemento que atravessaria o parque como uma serpentina que serviria tanto como um elemento guia para as crianças mais novas, como mobiliário fixo para estimular o uso do parque.

As duas fases estão perfeitamente articuladas no projecto. A primeira fase, a que representa maior peso urbano e arquitectónico, prevê desde logo a maior intervenção, não condiciona o normal funcionamento da actual escola de Cascais, podendo ser, portanto, completamente possível construir a primeira fase do projecto em paralelo. A segunda fase, por sua vez, também pode ser construída sem afectar o funcionamento da primeira fase.

Programa
Cortes

Renders: Ian Alves

Casa Mortuária Barrancos

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Barrancos, Portugal

Conceitualmente, este Projeto pretende marcar o ritual da despedida, uma passagem que termina em um objeto mineral que assenta no morro. Seu exterior escuro e robusto contrasta com seu interior claro em sua textura de concreto quase branco e luz abundante.

Voltada para o horizonte, numa tentativa contemplativa de abraçar o silêncio e a natureza giratória, a longa varanda estende-se sobre o campo de oliveiras. Voltada para o cemitério, a praça funciona como um mirante para a cidade e também como local de encontros e atividades públicas. A casa mortuária, na sua concepção e localização, pretende estender a mineralidade da praça em socalcos, criando áreas de estar em forma de escadas que ligam a rua inferior. As novas arquibancadas voltadas para a vista criam um lugar para devaneios e estabelecem uma clara conexão intencional e cerimonial entre a praça e a casa mortuária.

A ideia de um objeto autônomo em campos de oliveiras pretendia acentuar a natureza contemplativa do lugar, daí sua presença sutil e materialidade.

Conceito
Axonometrica
Planta de Localização
Planta Baixa

Renders: Ian Alves, Luciano Salomão